A opção por um fim-de-semana, "vá para fora
cá dentro", recaiu sobre a cidade de Bragança!
Posso confessar de que era possivelmente o único sítio
de Portugal Continental, onde nunca tinha ido ou por onde nunca tinha sequer
passado e valeu bem a pena!
Apesar dos cerca de 360km que tivemos que
percorrer, com alguma chuva pelo caminho, compensa pela paisagem das beiras, do
Douro vinhateiro e depois da terras de trás os montes!
A nossa opção foi por não ficar em bragança
cidade, mas sim numa localidade pitoresca, bem perto chamada Gimonde, sendo o
alojamento a Casa da Escola (saiba mais em
http://www.amontesinho.pt/?lang=pt&page=casas/escola.jsp).
O preço do quarto/noite é convidativo e por mais
3€ pode ter um belo pequeno-almoço que aconselhamos a tomar!
Como chegamos quase colados á hora de jantar a
decisão (muito acertada) foi de jantar por Gimonde, que apesar da sua pequena
dimensão tem algumas ofertas de restaurantes, optamos pelo D. Roberto. Rodeados
de presuntos e paletas de porco bísaro num ambiente rustico e muito enquadrado,
jantamos uma triologia de porco Bísaro (secretos; entrecosto; lombo)
acompanhados de batata a murro, esparregado de nabiça e legumes, regado com
vinho tinto da região... de comer e chorar por mais (Preço para 2 pessoas
+-15€/pessoa).
Depois foi seguir até Bragança para um primeiro
passeio, desta feita de carro, para reconhecer o terreno e deixarmo-nos perder
pelas ruelas do simpático centro histórico.
No dia seguinte, foi levantar cedo, tomar o tal pequeno-almoço
e seguir para os destinos próximos de Bragança a não perder, dentro do parque
de Montesinho.
Ao longe já se podiam ver as montanhas cobertas de neve, numa paisagem rude mas ao mesmo tempo acolhedora pela simpatia das pessoas e pelos fantásticos povoados por onde passamos.
Seguimos até Rio de Onor a famosa localidade
Portuguesa e Espanhola onde apenas distinguimos onde acaba e começa um país
pelas placas existentes!
Não seguimos com pressa, e valeu bem a pena ser
assim, paramos em Varge uma bonita localidade com pessoas muito amistosas e com
vontade de conversar e dar-nos dicas sobre o que ver e fazer. Varge é
atravessada por um rio que vale a pena contemplar.
Alguns quilómetros mais á frente, por entre a estreita estrada que atravessa o parque natural, sempre com montanhas ao fundo cobertas de neve, encontramos então Rio de Onor!
O Rio Onor traça a paisagem, sendo que aqui vale
mesmo a pena, ainda que possa estar frio, parar e fazer um reconhecimento das
ruas que por ali existem, é garantido que não há localidade mais Europeia do
que Rio de Onor ou Rihonor! :D
Entramos Espanha adentro por Ungilde e Puebla de
Sanabria, onde aproveitamos para meter Gasolina (vale a pena poupar
20cts/litro...), sempre com a paisagem inalterada, mas para além desta com
poucos motivos de interesse (e sim, só pela paisagem já vale muito a pena!)
Como ainda era cedo e tínhamos tempo livre, demos
um "saltinho" até Zamora. São cerca de 100kms parte em Auto-estrada,
parte em estrada nacional (espanhola) pelo que não demoramos muito.
"Perdemos" uma hora com a diferença horaria, mas muito a tempo de começarmos
a visita com umas belas tapas na Plaza Mayor no restaurante Ágape (muito bom! e
nada caro!).
Claro que apenas ficamos por pouco tempo mas deu
para "pasear por las calles" sem que tenha ficado a sensação de que é
um destino a visitar com mais calma...
De regresso a Portugal, destino Bragança, mais
cerca de 1hora de caminho por auto-estrada, com chuva e 3º de temperatura!
Chegamos por volta da hora de jantar já preparados para procurar um sítio a não perder, o Solar Bragançano! Encostado á Sé de Bragança, um restaurante onde fica a ideia de estarmos a jantar num antigo solar, quase em família. A decoração é excelente e a simpatia um primor!
Chegamos por volta da hora de jantar já preparados para procurar um sítio a não perder, o Solar Bragançano! Encostado á Sé de Bragança, um restaurante onde fica a ideia de estarmos a jantar num antigo solar, quase em família. A decoração é excelente e a simpatia um primor!
A nossa opção recaiu na carne á mirandesa e passo
a informar que foi excelente, terminada depois com uma calda de cerejas e um
doce de abobora com gemas de ovo (+-17€/pessoa). A não Perder!!!
Seguiu-se mais um passeio nocturno por Bragança e
depois um regresso à casa da Escola para acender a lareira e desfrutar da calma
e serenidade de Gimonde.
Manhã do ultimo dia, check out e seguir para Bragança, estava na hora de fazer as
visitas aos spots a não perder. O
Castelo é um património extraordinário, apesar de termos tido a sorte de nos
explicarem como era este antes das remodelações, e das coisas que lhe tiraram
(como o relógio que estava numa das torres) para o centro da cidade. A nossa
"guia" foi uma simpática senhora que tinha pombos como animais de
estimação que aceitavam a sua companhia e que lhe entravam calmamente casa
adentro sem pedir licença.
O museu militar
(http://www.cm-braganca.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=1005) e o museu da
Mascara e do Traje (http://www.cm-braganca.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=38167)
ficam logo ali e valem a visita!
A nossa opção foi continuar na cidadela e almoçar
também por ali, uma vez mais belos nacos de carne mirandesa!
Seguiu-se um passeio pela cidade contemplando
alguns fantásticos recantes e seguir para baixo ainda de dia de forma a
contemplar o magnífico caminho.
Antes de terminar só deixar uma nota sobre a imponência
da água após estes dias de chuva, vejam as imagens pertinho de Foz Côa
Não se esqueça:
- Durante o inverno o frio aperta
- Desfrute da fantástica gastronomia
- Não se perca apenas pela cidade e visite o
Parque N. Montesinho
- Não tenha medo de falar com os locais, a
simpatia é imagem de marca!
Boa Viagem!
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